“Do Bosque para o Mundo” explica às crianças a crise dos refugiados   12 de Outubro de 2017 / 08:52
Nos dias 13 e 14 de outubro, o Serviço Educativo do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) apresenta “Do Bosque para o Mundo”, de Inês Barahona e encenação de Miguel Fragata, uma peça dedicada aos mais novos que tenta explicar às crianças a crise dos refugiados. O espetáculo gira em torno da história de um rapaz, Farid, refugiado afegão, e confronta o público com a dureza dos factos ao mesmo tempo que realça a coragem humana. Uma história aparentemente distante, mas que podia ser a de qualquer um, que nos obriga a pensar no mundo em que vivemos. No dia 13, sexta-feira, estão reservadas duas apresentações para escolas (às 10h30 e às 15h00) e no dia 14, às 16h00, a sessão é destinada a famílias.

Esta sexta e sábado, o Pequeno Auditório do CCVF acolhe uma peça com texto de Inês Barahona e encenação de Miguel Fragata, dirigida às crianças a partir dos 10 anos de idade. Os dois autores procuravam grandes temas da atualidade e a crise dos refugiados, sendo um deles, pareceu um assunto essencial. “Começámos à procura de histórias que fossem contadas na primeira pessoa, de crianças refugiadas e ficámos tão envolvidos pelo tema que achámos que era sobre isto mesmo que tínhamos de falar”, explicou o encenador.

O cenário faz-se de malas de viagem espalhadas no palco e de um grande mapa da Europa, no qual se reproduz a viagem dos dois irmãos retratados na peça, Farid e Reza, duas crianças refugiadas afegãs que são enviadas para Inglaterra pela mãe. “Interessava-nos dar a conhecer esta realidade e abrir espaço para que adultos e crianças possam falar sobre este tema, que está tão próximo e presente na nossa realidade, aqui ao lado, e muitas vezes sentimos que há uma pressão para esconder debaixo do tapete. O que nos interessa é levantar esse tapete”, prossegue Miguel Fragata.

Por sua vez, Inês Barahona explica que o importante é dar a conhecer às crianças (e adultos), o horror de quem tenta escapar à guerra, dando espaço e confiando “na inteligência das crianças para que façam a sua leitura e a sua reflexão. Quando isso acontece, as questões naturais de cada um emergem”. Esta realidade cruel, apesar de geograficamente distante e situada num contexto social e político muito contrastante com o que aqui se vive, carrega um ponto comum essencial: todos são crianças e todas as crianças partilham necessidades e medos.

Para que a história pudesse chegar a todos, independentemente do nível de conhecimento de cada um, foi fundamental que a própria peça esclarecesse aos mais novos conceitos como tráfico, asilo ou as regras e leis dos países europeus, algo conseguido através de diversas estratégias apelativas para os mais novos.

“Do Bosque para o Mundo” é a história de um rapaz, entre a vida e a morte, que nos faz olhar para a história de cada um e para o mundo que partilhamos e em que todos vivemos.

Os bilhetes para a sessão de sábado, dia 14, encontram-se disponíveis nos pontos de venda habituais, podendo ser adquiridos nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, da Plataforma das Artes e da Criatividade e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.

Redacção

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